A queda do muro de Berlim, abriu as portas a uma serie de acontecimentos políticos, sociais e económicos, sem precedentes.
A contenção provocada pela Guerra Fria entre a EUA e a URSS, foi desaparecendo com a implementação das revolucionárias políticas de Gorbachov, Glasnost e Perestroika.
O capitalismo americano como sistema vitorioso, ganhou a confiança de todos sendo implementado por uns países e adaptando por outros, à nova ordem mundial adicionou-se um efeito bola de neve de crescimento económico notável.
Os anos 90, foi a época de ouro da economia Americana, sem ter que provar a sua superioridade, e com os seus principais concorrentes económicos doentes (Japão e Europa), foi crescer sem qualquer tipo de reservas ou precauções.
Com este crescimento acelerado, nem os mais cautelosos, conseguiram impor as suas políticas de sustentabilidade de longo-prazo. Apesar das pequenas crises, de salientar a de 2003, o crescimento foi galopante, o S&P500 de 1990 a 2007 cresceu 4,5 vezes o seu valor de 350 para 1560 pontos.
Em resposta ao ataque terrorista de 11/9/2001, a FED desceu as taxas de juro, minorando assim o impacto. Este acto impulsionou ainda mais a economia, especificamente o imobiliário, acelerando ainda mais o efeito de bola de neve que já vinha dos loucos anos 90.
Em 2007 inicia-se uma correcção profunda a este largo movimento expancionista. O sector imobiliário e consequentemente o financeiro são os principais actores desta trágica novela, que se alastrou a toda a economia.
A globalização e liberalização dos fluxos financeiros levaram a que uma correcção localizada nos EUA, se propaga-se como uma epidemia a todo o mundo.
De uma correcção a um sector específico em 2007, passamos directamente para uma recessão global em 2008, e uma mais que provável depressão em 2009.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Inveja produtiva
A conhecida alegoria da felicidade temporária de iate, que é provocada por ter o maior iate até aparecer outro ainda maior, destronando a felicidade e substituindo-a pela inveja, está presente em todas as culturas.
Este sentimento de inveja é salutar e recomenda-se, claro em doses equilibradas, faz acelerar o processo competitivo entre os indivíduos e consequentemente cria mais bem-estar para a sociedade.
Podemos considerar a inveja como um dos motores subjacentes ao desenvolvimento económico de uma sociedade.
Como exemplo, recordo um anúncio publicitário automóvel que à uns anos passava na televisão, em que o vizinho chega a casa com um automóvel novo, que é maior e melhor que o seu. Para meu espanto o vizinho fica surpreso e reservado quanto ao novo carro.
No dia seguinte, o reservado vizinho apresenta-se com um novo carro ainda melhor que o do seu vizinho.
Este anúncio desperta e evidencia algumas características da cultura nórdica face à cultura latina, mais particularmente da cultura lusa.
Num anúncio nacional, o vizinho ao chegar com novo carro, seria motivo para grande alarido entre a vizinhança, com todos a querer inspeccionar o novo carro.
Após este primeiro impacto o vizinho falsamente invejoso, juntamente com a vizinhança, vai colocar mil e um defeitos ao novo carro e questionar a dúbia forma como o vizinho angariou os rendimentos para adquirir tal máquina.
São várias as possíveis interpretações, mas realço a forma reservada e a consequente troca de carro por um ainda melhor, da cultura nórdica. A forma não efusiva provoca um sentimento de inveja salutar que o direcciona para um aumento de competitividade social, expressa por a aquisição de um automóvel ainda melhor. Basicamente este comportamento induz num esforço produtivo suplementar do indivíduo, traduzindo-se para a sociedade num acréscimo de bem estar social.
Na nossa cultura este esforço suplementar foi economicamente colmatado pelo exteriorizar uma felicidade falsa pela nova compra do vizinho. Invertendo assim o efeito de iate na economia.
A interpretação desta análise é muito subjectiva, com vários pontos críticos que podem criar dúvidas, mas realço que a inveja é um factor positivo de desenvolvimento económico de uma sociedade, desde que utilizado na sua vertente correcta.
Este sentimento de inveja é salutar e recomenda-se, claro em doses equilibradas, faz acelerar o processo competitivo entre os indivíduos e consequentemente cria mais bem-estar para a sociedade.
Podemos considerar a inveja como um dos motores subjacentes ao desenvolvimento económico de uma sociedade.
Como exemplo, recordo um anúncio publicitário automóvel que à uns anos passava na televisão, em que o vizinho chega a casa com um automóvel novo, que é maior e melhor que o seu. Para meu espanto o vizinho fica surpreso e reservado quanto ao novo carro.
No dia seguinte, o reservado vizinho apresenta-se com um novo carro ainda melhor que o do seu vizinho.
Este anúncio desperta e evidencia algumas características da cultura nórdica face à cultura latina, mais particularmente da cultura lusa.
Num anúncio nacional, o vizinho ao chegar com novo carro, seria motivo para grande alarido entre a vizinhança, com todos a querer inspeccionar o novo carro.
Após este primeiro impacto o vizinho falsamente invejoso, juntamente com a vizinhança, vai colocar mil e um defeitos ao novo carro e questionar a dúbia forma como o vizinho angariou os rendimentos para adquirir tal máquina.
São várias as possíveis interpretações, mas realço a forma reservada e a consequente troca de carro por um ainda melhor, da cultura nórdica. A forma não efusiva provoca um sentimento de inveja salutar que o direcciona para um aumento de competitividade social, expressa por a aquisição de um automóvel ainda melhor. Basicamente este comportamento induz num esforço produtivo suplementar do indivíduo, traduzindo-se para a sociedade num acréscimo de bem estar social.
Na nossa cultura este esforço suplementar foi economicamente colmatado pelo exteriorizar uma felicidade falsa pela nova compra do vizinho. Invertendo assim o efeito de iate na economia.
A interpretação desta análise é muito subjectiva, com vários pontos críticos que podem criar dúvidas, mas realço que a inveja é um factor positivo de desenvolvimento económico de uma sociedade, desde que utilizado na sua vertente correcta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
